DESTAQUE

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Matemática Sem Fronteiras


A Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras é a edição brasileira de Matematiques Sans Frontières, competição criada em 1989 na França.

A equipe de matemática do CEFET/RJ UnED NI – Marcela Nunes, Marcelo Reis e Wellerson Quintaneiro – incentivou a participação nessa olimpíada a fim de eliminar o individualismo que cerca essa disciplina, visto que a olimpíada é realizada em turma, além de também desmistificar a imagem de que matemática são apenas fórmulas, pois na prova são usados conceitos de raciocínio lógico, e como último recurso as fórmulas.

Objetivos
  • Trabalho em equipe, uma vez que a prova é realizada em turma;
  • Prática de língua estrangeira, pois uma das questões é proposta em outro idioma a ser escolhido pelos participantes. As opções de línguas oferecidas pela organização da Olimpíada são: alemão, espanhol, francês, inglês e italiano. A  resposta referente a esta questão também deve ser redigida, de acordo com a escolha da classe;
  • Uma nova visão das temáticas para os alunos.
O CEFET/RJ campus Nova Iguaçu participou da última edição – ocorrida em 20 de abril de 2018 – e três turmas do Ensino Técnico Integrado ao Médio foram medalhistas nos cenários estadual e nacional.

  • 3º ano de Informática – medalha de ouro (estadual) e medalha de prata (nacional)

  • 2º ano de Automação Industrial – medalha de ouro (estadual) e medalha de prata
    (nacional)

  • 1º ano de Telecomunicações – medalha de prata (estadual) e medalha de bronze
    (nacional)

Por Larissa Nunes

quinta-feira, 5 de julho de 2018

I Copa JEPAC

Os alunos que desejarem participar da I Copa JEPAC deverão acessar site lapeconline.blogspot.com até o dia 23/07 e preencher o formulário com as devidas informações das equipes, lembrando que as equipes serão formadas por 3 alunos. Esta competição será disputada em 3 fases classificatórias antes da grande final.
Local das fases classificatórias: Laboratório de Física (A-317)
Horário das fases classificatórias: de 11h às 12h e de 13h às 14h
      1. Primeira fase - Jogo: PerFísica
As equipes disputarão no dia 08/08 e serão pontuadas da seguinte maneira:
  • A equipe que chegar ao final do tabuleiro ou que estiver mais próxima do fim ganhará 20 pontos;
  • A equipe que ficar em segundo lugar ganhará 10 pontos;
  • A equipe que ficar em terceiro lugar ganhará 5 pontos.

       2. Segunda fase - Jogo: ConnectFísica
As disputas ocorrerão no dia 14/08. Os participantes terão 15 minutos para acertar o maior número de combinações de cartas possível e serão pontuados da seguinte forma:
  • O time que tiver mais combinações de cartas corretas acrescentará 10 pontos ao seu placar;
  • Em caso de empate, as equipes acrescentarão 5 pontos ao seu placar;
  • O time que não tiver acertos acrescentará apenas 1 ponto ao seu placar.

3. Terceira fase - Jogo: MegaFísica
As disputas ocorrerão no dia 04/09. Os participantes terão 15 minutos para acertar o maior número de palavras e serão pontuados da seguinte forma:
  • O time que tiver mais acertos acrescentará 10 pontos ao seu placar;
  • Em caso de empate as equipes acrescentarão 5 pontos ao seu placar;
  • O time que não tiver acertos acrescentará apenas 1 ponto ao seu placar

4. Fase final - Jogo: PerFísica
Ocorrerá na SEPEX no dia 17/10, às 10h, e será disputada pelos 3 times com maior pontuação. Os participantes serão pontuados da seguinte maneira:
  • A equipe que chegar ao final do tabuleiro ou que estiver mais próxima do fim ganhará 20 pontos;
  • A equipe que ficar em segundo lugar ganhará 10 pontos;
  • A equipe que ficar em terceiro lugar ganhará 5 pontos.

O time que obtiver mais pontos ao final de todas as etapas será o campeão!
Vale lembrar que a tabela com o placar dos times, o funcionamento dos jogos e o material para estudo - caso os participantes desejem se aprofundar no conteúdo dos jogos - estará disponível no site lapeconline.blogspot.com.

NÃO SERÁ PERMITIDO O USO DE MATERIAIS DE APOIO (CADERNO, APOSTILAS, LIVROS, APARELHOS ELETRÔNICOS, ETC.) NO MOMENTO DAS PARTIDAS.

A divulgação da equipe campeã e premiação das equipes será às 12h do dia 18/10 no stand do JEPAC.

INSCRIÇÕES



quarta-feira, 30 de maio de 2018

Conhecendo o sistema digestório de maneira lúdica


Em 06/04/2018, foi realizada pela Larissa Mattos Feijó – mestranda da Fiocruz/RJ e orientanda da professora Viviane Abreu – uma oficina sobre o sistema digestório humano no laboratório de Biologia da UnED Nova Iguaçu do CEFET/RJ. A atividade oferecida faz parte da dissertação de mestrado da Larissa e a sua aplicação na UnED NI servirá como uma atividade piloto para a sua pesquisa.  Nesta oportunidade, os alunos do 3º ano do curso técnico de Enfermagem participaram da atividade que foi dividida em duas partes.


A primeira foi uma avaliação diagnóstica em que os alunos responderam, individualmente, um pequeno questionário acerca do tema. Já no segundo momento, foram levados até o laboratório de Biologia/Química da unidade, onde foram convidados para propor uma simulação dos processos digestivos valendo-se da oferta de materiais (tipicamente de cozinha) de fácil acesso e de baixo custo. Os alunos puderam refletir sobre o tema, além de propor e realizar a simulação dos processos digestivos que ocorrem no corpo humano por meio do processamento de alimentos com materiais cotidianos que representavam os órgãos e elementos presentes no referido sistema. O resultado da “viagem” dos alimentos pela simulação do sistema digestório foi surpreendente para os alunos!


Por Larissa Nunes
Revisado por Viviane Abreu


quinta-feira, 24 de maio de 2018

A pressão interna de um próton é maior do que a de uma estrela de nêutrons



O próton é uma das partículas fundamentais da matéria. Por isso, os cientistas têm o estudado por anos para entender melhor suas propriedades. Agora, uma tarefa que parecia impossível foi realizada pela primeira vez: os físicos conseguiram medir a pressão dentro de um próton, e o resultado é nada menos que impressionante.

Ao disparar elétrons de alta energia nos prótons, os pesquisadores mediram o impulso e a tração do trio de quarks dentro do próton, fornecendo informações valiosas sobre este que é um dos blocos de construção mais estáveis ​​do Universo.


Utilizando esta técnica inovadora, os físicos descobriram que a pressão que mantêm os quarks unidos dentro do próton é de 100 decilhões de Pascal. Este número absurdamente grande é um 1 seguido por 35 zeros.

Para se ter uma ideia de quão alta e intensa é esta pressão, os físicos dizem que ela é 10 vezes maior do que a que existe em uma estrela de nêutrons, onde a matéria é apertada o suficiente para espremer uma montanha em um monte que caberia em uma colher de chá.

“Encontramos uma pressão extremamente alta dirigida para o exterior a partir do centro do próton, e uma pressão muito menor e mais estendida para dentro, perto da periferia do próton”, explica Volker Burkert, co-autor do estudo.

Burkert diz que a distribuição de pressão dentro do próton é ditada pela força forte, a força que une os três quarks que formam um próton.

“Nossos resultados também lançam luz sobre a distribuição da força forte dentro do próton”, disse ele. “Estamos fornecendo uma maneira de visualizar a magnitude e a distribuição da força forte dentro do próton. Isso abre uma direção totalmente nova na física nuclear e de partículas que pode ser explorada no futuro”, anima-se.

O coração do próton

A física Latifa Elouadrhiri, do Thomas Jefferson National Accelerator Facility, nos EUA, compara nossa compreensão anterior da estrutura do próton com a do coração humano. Antes, ouvindo apenas a batida, só podíamos saber uma determinada quantidade de informações sobre o seu funcionamento.

“Temos a tecnologia médica de imagens em 3D que agora permite que os médicos aprendam mais de maneira não invasiva sobre a estrutura do coração”, disse Elouadrhiri à revista Nature. “E é isso que queremos fazer com a nova geração de experimentos”.

Os físicos já sabem há algum tempo que os prótons são feitos de três quarks, dois positivos e um negativo, unidos por algo chamado força nuclear forte. Mas fora isso, a estrutura interna do próton tem sido um mistério. Seus quarks claramente se mantêm juntos, mas também tem que haver algum tipo de repulsão que os impeça de entrar em colapso em algum ponto.

Para medir o quão bem essas peças se juntam, os pesquisadores combinaram duas estruturas teóricas diferentes – uma delas considerada praticamente impossível de implementar diretamente. A energia e o momentum das partes internas de um próton estão codificadas nos chamados fatores de forma gravitacional.

A gravidade é uma força que geralmente não é levada em consideração na física de partículas, principalmente quando há forças muito mais fortes em ação. Mas dentro de um próton, um campo gravitacional pode ser afetado pela energia e pelo momentum de uma partícula.


Porém, isso apenas em teoria – pelo menos até agora. Um artigo de 1966 do físico norte-americano Heinz Pagels descreveu o processo e ao mesmo tempo descartou sua aplicação prática graças à extrema fraqueza da gravidade.

O que Pagels não previu foi o desenvolvimento de uma estrutura teórica que conectasse comportamentos da força eletromagnética a fatores de forma gravitacionais. Em outras palavras, mais tarde foi descoberto que os elétrons poderiam substituir uma sonda gravitacional.

“Essa é a beleza disso. Você tem esse mapa que você acha que nunca conseguirá usar. Mas aqui estamos nós, preenchendo-o com esta sonda eletromagnética”, comemora a cientista.

A chave era usar o espalhamento de Compton, que descreve a interação entre fótons de luz e uma partícula carregada, como um elétron. Nesse caso, os cientistas aumentaram a aceleração de um elétron para estreitar seu comprimento de onda, o suficiente para penetrar em um próton.

Eles então observaram a dispersão de fótons que foram produzidos, combinando seus detalhes com informações sobre o próton e o elétron acelerado para determinar como os quarks reagiram à colisão.


Essa dispersão forneceu um mapa de energia e momentum para descrever a pressão externa extrema no centro do próton.

O próximo passo para a equipe é continuar a usar esse processo para construir uma compreensão maior da mecânica interna do próton, calculando suas forças e, eventualmente, construindo uma imagem de como seus quarks se movem.

Saber mais sobre o que acontece dentro de um próton poderia nos dizer se estas partículas tão estáveis em algum momento decaem. Por enquanto, eles parecem estáveis ​​o suficiente para durar mais que o Universo. Determinar como e quando eles se quebram forneceria pistas valiosas sobre algumas das características fundamentais do cosmos. [Science AlertJefferson Lab]

RBEF celebra o centenário de Richard P. Feynman



No último 11 de maio de 2018, Richard Feynman, uma brilhante mente científica do século XX que deixou importantes contribuições para a Física e seu ensino, completaria 100 anos. Após sua morte, Feynman tem sido reverenciado por seus pares e repercutido com enorme sucesso no mundo virtual. Uma busca de Feynman revela mais de 6 milhões de resultados no Google e mais de 250 mil no YouTube. Segundo colegas próximos, ele acreditava que sua contribuição para o ensino, as Feynman Lectures on Physics, teria sido a mais importante para física, mais do que seus trabalhos sobre a eletrodinâmica quântica (que lhe deram o Nobel), a teoria do hélio superfluido, os pólarons ou os pártons e a teoria das partículas elementares, entre outras.
A Revista Brasileira de Ensino de Física vai comemorar o centenário de Feynman, muito ligado ao Brasil desde que passou uma temporada no CBPF em 1953, ao lançar no número 4 deste ano uma edição especial que retrata o legado de Feynman, na visão de pesquisadores brasileiros.
Confira os artigos que já estão programados:
Feynman e o ensino de física

Lembrando Feynman - Nestor Caticha

Feynman e suas conferências sobre o ensino de física no Brasil - Ildeu Moreira
O que diferencia as  “Feynman Lectures” de livros tradicionais? - Ricardo Karam
Feynman e a mecânica quântica

Diagramas de Feynman: uma imagem vale mais que mil equações - Arlene Aguilar

Feynman e as integrais de trajetória - J. David M. Vianna
A Integral de Caminhos: Uma Ponte entre a Mecânica Quântica e a Mecânica Clássica - Alfredo O. Almeida
Richard Feynman e a QED - Vicente Pleitez
O desenvolvimento da visão espaço-temporal da eletrodinâmica quântica - Palestra Nobel Feynman (tradução de Marcel Novaes)
Feynman visionário

Há mais história lá embaixo - um convite para rever uma palestra - Peter A. Schulz

Feynman: dissipação e computação quântica - Amir Caldeira
Feynman e a matéria condensada

Feynman, a superfluidez e a supercondutividade - Paulo Farinas

Feynman e os pólarons - Nelson Studart
Feynman e as partículas elementares
A invenção dos pártons: Carlos Escobar
Enquanto esse material não é publicado, você pode ler os artigos da edição 3 de 2018, que já estão disponíveis no site da RBEF no Scielo.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Atividade do JEPAC

Na quarta-feira, 23/05/2018, o JEPAC (Jogando e Experimentando Para Aprender Ciência) irá realizar uma atividade, de 11h às 14h, no laboratório de Física. A atividade é oferecida para alunos dos 3 anos do Ensino Técnico Integrado ao Médio do CEFET/RJ Nova Iguaçu e dos 4 cursos existentes no campus.

Os jogos, elaborados no âmbito do LaPEC, que serão disponibilizados aos alunos:

MEGAFÍSICA: em versão totalmente online (http://megafisica.hol.es), é um jogo de adivinhação de palavras relacionadas aos conhecimentos de Física;

CONNECT FÍSICA: um jogo de cartas em que o jogador deve relacionar uma imagem à sua descrição no contexto de Física de Partículas;

PERFÍSICA: um jogo de tabuleiro que tem como objetivo elaborar conhecimentos em Física por intermédio de um conjunto de pistas que são dadas aos jogadores sobre tais conhecimentos;

MÁFIA ATTACK: pode ser jogado por jovens e adultos. Pode ser jogado no formato 1 contra 1 ou grupo grupo contra grupo. Deve-se responder corretamente às perguntas feitas sobre os fenômenos físicos;

MÁFIA LEAGUE: jogo de tabuleiro humano em que o objetivo é libertar os heróis da Marvel mediante a utilização de conhecimentos de Física.

Venha e participe conosco! Sua presença é muito importante!


domingo, 6 de maio de 2018

Mecânica quântica desafia relações clássicas de causa e efeito


As relações de causa e efeito são um dos principais alicerces da física clássica. São elas que permitem uma compreensão do mundo que se manifesta em nosso dia a dia e, apoiadas por estratégias experimentais inteligentes, podem ser identificadas em meio a correlações espúrias.
O mundo quântico, contudo, parece existir sob outras regras. Já foi demonstrado que a mecânica quântica tem um caráter não local. Essa conclusão, viabilizada pelo famoso teorema de Bell, já abalava noções clássicas de causa e efeito.
Agora, contudo, um trabalho feito em parceria por físicos brasileiros e italianos aprofunda essa investigação e identifica que é ainda mais complicado extrair relações causais num contexto quântico. Aparentemente, quando estados quânticos estão emaranhados, testes que classicamente funcionam para estabelecer relações de causa e efeito deixam de funcionar.
"O primeiro resultado que a gente mostrou é que efeitos quânticos podem levar a uma superestimação da quantidade de causalidade, no sentido de que, se a gente usar uma teoria clássica, a gente pode concluir que dois eventos têm uma causalidade positiva entre eles, enquanto, usando o fato de que os efeitos são quânticos, essa causalidade pode ser zero, ser nula", explica Rafael Chaves, pesquisador do Instituto Internacional de Física da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e primeiro autor do trabalho, publicado em 11 de dezembro de 2017 na "Nature Physics".
"O segundo resultado importante foi que a gente mostrou que testes que são bastante importantes para a gente quantificar a qualidade de nossas variáveis instrumentais podem ser violados em estados quânticos emaranhados", prossegue Chaves. "Uma consequência direta desse resultado é que ele implica uma nova forma de não classicalidade que é mais forte que as outras formas que eram conhecidas até então. E é mais forte em particular do que a não localidade quântica que é implicada pelo famoso teorema de Bell."

O trabalho, que contou também com a participação de Leandro Aolita, do Instituto de Física da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e de um quinteto da Universidade Sapienza de Roma, na Itália, realizou experimentos fotônicos para demonstrar a violação identificada teoricamente.
Além de suas implicações de caráter fundamental, a pesquisa também pode ter aplicações práticas, segundo os autores. "A gente acredita e tem trabalhado bastante nisso para que esses resultados possam ter aplicação no processamento de informação, dentro do contexto de informação quântica, em particular em protocolos de criptografia", diz Chaves.
Para ler o artigo, clique aqui (resumo de acesso livre, texto completo só para assinantes).